SÓ NO CARNAVAL EU FUI FELIZ

SÓ NO CARNAVAL EU FUI FELIZ

Todo mundo quer algo de você. Seus pais, seu cachorro, seu chefe, você mesmo. Você passa o dia tentando equilibrar necessidades que estão além do seu domínio. E em dias de chuva, ainda precisa pegar ônibus lotado. Nos últimos tempos escutamos nossos amigos repetindo frases parecidas, sobre infelicidades, medos, aluguéis caros, expectativas, faculdades e trabalhos mornos.

 

 

Jovens adultos equilibram angústias desde antes de fazer a primeira mala para sair de casa. Para suprir um pouco esse lego de peças tortas, festejam, passam o dedo pela timeline do Twitter e reclamam. Eu faço isso várias vezes, você não? Descontar sua frustração em um ânimo súbito?

 

 

As pessoas querem muita coisa da gente, e o excesso traz a confusão. Conseguir achar um propósito genuíno em uma overdose de endorfina pragmática é querer mergulhar de olhos fechados sem errar o pulo. Às vezes não dá.

 

 

Não quer dizer que o carnaval precise acabar. O carnaval é necessário, já que vem acompanhado de luzes, amigos e peito leve de tanto sorrir. O que não dá de achar é que só existe felicidade aqui, no topo da avenida. Encontrar um propósito real, feito de carne, osso e boletos, é encontrar uma forma de viver os dias em que o carnaval não existe. Ir em frente, com folias diárias, aguardando os dias de desfile, não com ansiedade, mas conforto. Calma.

 

 

Encontrar um propósito real, criar uma estratégia e dançar carnavais eventuais. Parece um bom plano, não?